A manipulação, frequentemente esquecida,desempenha um papel importante em política, mas,exatamente como um boato,os manuais não a mencionam.A manipulação supõe primeiro a escolha de um alvo:procura-se o ponto fraco do adversário, avalia-se sua capacidade de reação ao acontecimento e monta-se a armadilha mais apropriada para enfraquecê-lo:por exemplo,no caso de um governo, agravando a ruptura entre governantes e governados às vésperas de eleições.
Em segundo lugar,é preciso escolher o suporte, o vetor da operação: o terrorismo,o boato, as operações antipessoais que visam ao mesmo tempo um homem e um sistema.Nos dois primeiros suportes, a vantagem-incalculável-é o anonimato, a impossibilidade de se descobrir a fonte,a pessoa que concebeu a operação e,o que tem um efeito cumulativo,a incerteza na qual se deixa o adversário quanto a origem do golpe.
Em terceiro lugar, a eficácia da operação depende dos contatos, dos articuladores usados e especialmente dos meios de comunicação,que podem criar o acontecimento, amplificá-lo,explorá-lo (mesmo quando não ha nada).Em quarto lugar,pode-se procurar orientar as consequências dirigindo ou orientando a opinião para este ou aquele alvo privilegiado, determinado partido,político ou ministro.(...)
A manipulação proporciona,realmente, um máximo de ganho,com um mínimo de custo:todas as preocupações são tomadas para reduzir o risco (...) Se necessário, a manipulação pode ser posta em prática por partes, usando vários pontos de articulação; o que se vê de fora não corresponde de maneira alguma à trama real,diminuindo ou anulando os riscos de reação a reação ( a reação pode ser ineficaz ou atingir o adversário errado,o que aumenta o ganho).
Este tipo de operação exige um custo ideológico mínimo (ninguém é atacado diretamente,não se polemiza,nada está em jogo,aparentemente). Em certos casos o risco é nulo:tudo-bem ou mal- é ganho,até o fracasso da operação deixa um saldo positivo (criou-se a inquietude, a confiança ficou abalada,houve rupturas na opinião). O único caso em que há realmente fracasso é quando é possível atingir a origem da manipulação, desmascarar quem a concebeu:trata-se de caso raro e,de qualquer maneira,acumulam-se desmentidos e despistamentos.
Os ganhos da operação podem ser imediatos,aumenta-se a parte do fictício e do incerto no jogo político (a opinião e o governo dispõem apenas de ficções contra as quais lutar).Aumenta-se também a receptividade de certos elementos de articulação ou de certos atores dos meios de comunicação que são apenas "companheiros de um trecho da estrada",colocá-se o governo em falso (ele nada pode fazer,está condenado ao imobilismo -o que aumenta ainda mais a irritação cega dos governados contra ele).Tira-se proveito dos descontentes e fracionistas de todas as correntes, fundindo em uma só suas cóleras ou seus receios, enfraquecendo ainda mais o sistema: tirar proveito é uma técnica clássica de exploração da manipulação. (...)
Em segundo lugar,é preciso escolher o suporte, o vetor da operação: o terrorismo,o boato, as operações antipessoais que visam ao mesmo tempo um homem e um sistema.Nos dois primeiros suportes, a vantagem-incalculável-é o anonimato, a impossibilidade de se descobrir a fonte,a pessoa que concebeu a operação e,o que tem um efeito cumulativo,a incerteza na qual se deixa o adversário quanto a origem do golpe.
Em terceiro lugar, a eficácia da operação depende dos contatos, dos articuladores usados e especialmente dos meios de comunicação,que podem criar o acontecimento, amplificá-lo,explorá-lo (mesmo quando não ha nada).Em quarto lugar,pode-se procurar orientar as consequências dirigindo ou orientando a opinião para este ou aquele alvo privilegiado, determinado partido,político ou ministro.(...)
A manipulação proporciona,realmente, um máximo de ganho,com um mínimo de custo:todas as preocupações são tomadas para reduzir o risco (...) Se necessário, a manipulação pode ser posta em prática por partes, usando vários pontos de articulação; o que se vê de fora não corresponde de maneira alguma à trama real,diminuindo ou anulando os riscos de reação a reação ( a reação pode ser ineficaz ou atingir o adversário errado,o que aumenta o ganho).
Este tipo de operação exige um custo ideológico mínimo (ninguém é atacado diretamente,não se polemiza,nada está em jogo,aparentemente). Em certos casos o risco é nulo:tudo-bem ou mal- é ganho,até o fracasso da operação deixa um saldo positivo (criou-se a inquietude, a confiança ficou abalada,houve rupturas na opinião). O único caso em que há realmente fracasso é quando é possível atingir a origem da manipulação, desmascarar quem a concebeu:trata-se de caso raro e,de qualquer maneira,acumulam-se desmentidos e despistamentos.
Os ganhos da operação podem ser imediatos,aumenta-se a parte do fictício e do incerto no jogo político (a opinião e o governo dispõem apenas de ficções contra as quais lutar).Aumenta-se também a receptividade de certos elementos de articulação ou de certos atores dos meios de comunicação que são apenas "companheiros de um trecho da estrada",colocá-se o governo em falso (ele nada pode fazer,está condenado ao imobilismo -o que aumenta ainda mais a irritação cega dos governados contra ele).Tira-se proveito dos descontentes e fracionistas de todas as correntes, fundindo em uma só suas cóleras ou seus receios, enfraquecendo ainda mais o sistema: tirar proveito é uma técnica clássica de exploração da manipulação. (...)

